ITAIPU: por que o Oeste do Paraná ainda não sente os benefícios após o fim da dívida da usina?
- há 8 horas
- 2 min de leitura
A quitação da dívida da Usina de Itaipu marcou o fim de um ciclo histórico. Com o financiamento da obra encerrado, muitos esperavam uma nova fase, com mais desenvolvimento regional e até redução na tarifa de energia.
Três anos depois, essa expectativa ainda não se concretizou, principalmente para o Oeste do Paraná.
A percepção é de que os recursos liberados após o pagamento da dívida têm sido direcionados para convênios, patrocínios e projetos de interesse político.
O que mudou após o fim da dívida?
Um estudo da Academia Nacional de Engenharia (ANE Brasil), publicado pelo Comitê Permanente de Energia, mostra que o chamado "serviço da dívida" começou a diminuir em 2022 e foi totalmente quitado nos anos seguintes.
Segundo o estudo, esse cenário criava condições para a redução da tarifa de energia. No entanto, isso não aconteceu. De acordo com a publicação, as despesas relacionadas ao pagamento da dívida foram substituídas por novos gastos.
Bilhões destinados a novos convênios
Entre 2023 e 2024, a Itaipu Binacional ampliou a celebração de convênios e o financiamento de projetos em diferentes regiões do país.
Entre os principais repasses estão recursos para ações relacionadas à COP-30, conferência climática realizada em Belém (PA). Os convênios somam mais de R$ 1,7 bilhão.
E o Oeste do Paraná?
Enquanto novos investimentos são anunciados em outras regiões, o Oeste do Paraná continua aguardando obras consideradas estratégicas para seu desenvolvimento.
A região ainda enfrenta desafios históricos de infraestrutura e logística, fundamentais para fortalecer o agronegócio, o turismo, a indústria e o transporte de cargas.
Os municípios lindeiros ao Lago de Itaipu, diretamente impactados pela presença da usina, também esperam investimentos compatíveis com sua importância econômica e ambiental.
Uma oportunidade que não pode ser desperdiçada




